Alguém me defenda.


Bom dia gestores,

Essa semana nos presenteou com mais dois capítulos da inútil reavaliação das regras eleitorais.


Oito dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) concederam ao PSD, agremiação criada como moeda de troca pelo prefeito paulistano, Gilberto Kassab, os mesmos direitos dos outros partidos com representação na Câmara dos Deputados, na utilização do tempo na TV e ao financiamento público.

Havia dúvidas quanto a essas prerrogativas, uma vez que a lei oferecia esse beneficio com o dinheiro público apenas aos partidos que tivessem obtido cadeiras na Câmara nas eleições de 2010. Decidiu-se que os deputados, ao entrarem no PSD, levaram consigo os votos necessários para que o novo partido desfrutasse desses benefícios.

A decisão do STF não deixa de ser problemática, uma vez que a própria corte estabelecera, anteriormente, que os votos do eleitor se dirigem, em tese, ao partido, e não aos deputados individuais, ou seja mais uma vez, a lei é criada e instantaneamente revogada..

Transferir-se para um partido novo, mesmo que formado artificialmente, fisiologicamente, ou seja lá o que for, no claro objetivo de esquivar-se das regras de fidelidade partidária estabelecidas, não seria o mesmo, entretanto, que passar para uma agremiação que já existia nas eleições de que o político houvesse participado.

Na minha opinião, a decisão reflete, acima de tudo, a dificuldade de acompanhar, com estipulações cada vez mais detalhadas, a inesgotável imaginação de políticos para manter-se no fisiologismo de sempre.

Mundo real e desejos de regulamentação entraram em conflito ainda mais agudo na outra decisão judicial, protagonizada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Contrariando também uma decisão de março deste ano, o TSE resolveu aceitar a tese de que serão elegíveis, no próximo pleito municipal, mesmo aqueles candidatos que tiveram suas contas eleitorais reprovadas em ocasião anterior.

Isso quer dizer que se o político em questão não consegue fechar sua contabilidade nem da campanha e nem da gestão, ficarão questões a serem respondidas como:

Quanto gastou na campanha?
Quem financiou? A máfia, as construtoras, empresários com interesses escusos, todos aqueles que vivem a margem do poder, e etc.....
Porque não foram investidos os percentuais certos nas áreas mais problemáticas?
O que foi feito com o dinheiro da gestão?

Não precisam dar satisfação à sociedade, basta ter apresentado as contas, certas ou erradas, regulares ou suspeitas, à Justiça Eleitoral, socorro...

Cerca de 21 mil candidatos apresentavam irregularidades nesse aspecto. Dada uma alteração regimental na composição da corte (o ministro Ricardo Lewandowski cedeu seu lugar a José Antonio Dias Toffoli), aprovou-se a revisão do entendimento anterior.

Os chamados "contas-sujas", “Fichas sujas”, e outras imundícies agradecem a oportunidade. A aprovação da contabilidade eleitoral pela Justiça torna-se, mais do que nunca, uma simples formalidade.

A nós eleitores resta a defesa com o voto correto.

Não podemos contar com o respeito dos políticos e dos partidos e nem esperar que a justiça se faça por meio de normas e tribunais.

Experimentem acessar sites que trazem informações a respeito dos nossos governantes.

Adote um vereador - http://vereadores.wikia.com/wiki/P%C3%A1gina_principal
Transparência Brasil - http://www.transparencia.org.br/
Excelências.org - http://www.excelencias.org.br/

Sucesso a todos,

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